Embraer EMB-120 Brasilia emprego militar


História e Desenvolvimento. 

Em 1974, o conhecimento adquirido com o Bandeirante levou a Embraer a iniciar o desenvolvimento de um novo avião para uso em linhas aéreas regionais visando assim a atender a demanda crescente deste segmento, principalmente no mercado internacional, o turboélice pressurizado EMB-120. Inicialmente chamado de Araguaia, foi alterado para “Brasilia” em 1979, no lançamento oficial do projeto.

O EMB-120, com capacidade para 30 passageiros, tinha a mesma empenagem em "T" do Xingu e asa de perfil supercrítico. Foi o primeiro avião a usar as recém-criadas turbinas PW115 de 1.500 HP, fabricadas pela Pratt & Whitney, que, em conjunto com as hélices desenvolvidas pela Hamilton Standard, permitiriam ao bimotor chegar à velocidade superior a 500 km/h. O avião também apresentava algumas comodidades, como ar condicionado durante o voo e baixo nível de ruído e vibração.

A apresentação oficial e o batizado do primeiro protótipo foram realizados em 29 de julho de 1983, quando a aeronave, com revestimento de alumínio polido e acabamento espelhado da superfície fabricado especialmente pela Alcoa, fez seu primeiro voo. Foi a primeira vez que a imprensa especializada internacional e representantes de diversas empresas aéreas e de fabricantes de componentes aeronáuticos de todo o mundo acompanharam com grande interesse o lançamento de uma aeronave produzida no Brasil. Em dezembro daquele ano, a Embraer recebeu da Associação Brasileira de Marketing (ABM) o prêmio “Destaque de Marketing”, na Área de Desenvolvimento Tecnológico, pela repercussão nacional e internacional que conseguiu com o lançamento do Brasília.

O Brasília entrou em produção no final de 1984 e sua homologação ocorreu em maio de 1985. Enquanto o Bandeirante iniciou sua carreira no Brasil para depois ser exportado, o Brasília entrou diretamente em operação no exterior. Antes mesmo da primeira entrega, já era o avião de sua classe mais vendido no mundo. A primeira empresa aérea a receber o Brasília foi a norte-americana Atlantic Southeast Airlines, baseada em Atlanta, no estado da Geórgia, em 1985. Em setembro daquele ano, o Brasília fez seu primeiro voo em operação regular, ligando as cidades Gainesville, na Flórida, e Atlanta. No ano seguinte, o Brasília foi o primeiro avião brasileiro a ser homologado na Alemanha. Em janeiro de 1988 o Brasília entrou em serviço no Brasil, pela companhia aérea Rio-Sul.

Em 1994 o Brasília era considerado o avião regional mais utilizado no mundo: 26 empresas de 14 países formaram uma frota que voou mais de três milhões de horas e ainda opera em várias companhias nacionais e internacionais. Em 1996 o Brasília recebeu um prêmio especial de segurança, outorgado pela FAA (Federal Aviation Administration), foram produzidas 352 aeronaves Brasília destinadas a 33 operadores no mercado civil e militar, em vários países. As versões militares para transporte foram adquiridas pelas forças áreas do Uruguai, Angola, Equador e Brasil. 

Emprego no Brasil. 

Em meados da década de 1980 a Forca Aérea Brasileira, buscava reforçar sua capacidade de transporte VIP para complementar destinos secundários ate então realizados pelos Embraer VU-9 Xingu, neste mesmo período o Brasília estava apresentando excelentes resultados operacionais no mercado internacional de aviação civil, influenciando assim a FAB a optar por este modelo com a compra de 04 células novas de fábrica, da versão EMB-120RT (Reduce Take-off Weight) que receberam a designação de VC-97 com as matriculas de FAB 2001 à 2004, sendo alocada no 6º Esquadrão de Transporte Aéreo(ETA), sediado na Base Aérea de Brasília. 

A partir de 1988 foram adquiridas novas células usadas foram adquiridas no mercado civil em dois lotes, sendo o primeiro composto por três aeronaves do modelo EMB-120RT e o segundo por nove unidade do modelo EMB-120ER (Extended Range), sendo esta uma versão melhorada dotada de novos motores com maior raio de alcance. Destes novos lotes apenas uma unidade do modelo ER foi configurada para a versão VIP recebendo a matricula VC-97 FAB 2010 com alocação junto ao 6º ETA. As demais células foram configuradas na versão de transporte recebendo a designação de C-97 sendo é homologado para missões na configuração cargueiro Single Cargo Net, com a capacidade de até 3.500kg, ou na versão Combi (Combinada), que comporta até 19 passageiros e 1.500kg de carga, estas células receberam as  as matriculas FAB 2005, 2006, 2007, 2008, 2009, 2011, 2012, 2013, 2014, 2015 e 2016, sendo destinado ao 3º ETA baseado no Rio de Janeiro, 6º ETA baseado em Brasília, 7º ETA baseado em Manaus e ao Grupo Especial de Ensaios em Voo na cidade de São José dos Campos.

Com a obsolescência da frota dos primeiros modelos do C-95 Bandeirante, a Força Aérea Brasileira no início da década de 2000 buscou no mercado civil novas células para promover esta necessária substituição com a aquisição de mais cinco células da versão EMB-120ER que foram distribuídas ao 1º ETA Esquadrão Tracajá e sediado na Base Aérea de Manaus e ao 2º ETA Esquadrão Pastor sediado na Base Aérea de Recife.

Atuando em tarefas de transporte VIP, transporte de passageiros, ou carga em complemento aos C-95M, C-99 e C-105, os Embraer Brasília C-97 deverão ser modernizados em termos de aviônica nos próximos anos, mantendo-se atualizados para padronização de toda a frota de transporte.

Em Escala.

Para representarmos o Embraer EM-120RT VC-97 “FAB 2003” empregamos a nova versão do kit em resina do fabricante GIIC na escala 1/72, modelo de fácil montagem possibilitando apresentar a aeronave com as portas de passageiros e carga abertas. Fizemos uso de decais originais do modelo combinados com decais confeccionados pela FCM oriundo de diversos sets.
O esquema de cores (FS) descrito abaixo representa o primeiro padrão de pintura adotado pelas aeronaves do primeiro lote e aplicado no VC-97 FAB 2010, a aeronave adotada pelo GEEV manteve nos primeiros anos o acabamento metálico original da Embraer, posteriormente esta célula receberia o segundo e atual padrão de pintura de baixa visibilidade presente nas demais aeronaves em uso até atualmente.




Bibliografia :

- História da Força Aérea Brasileira , Prof Rudnei Dias Cunha - http://www.rudnei.cunha.nom.br/FAB/index.html