Formando Pilotos de Asas Rotativas


História e Desenvolvimento. 

O projetista americano Arthur Young apresentou em 03 de setembro de 1941 para a Bell Aircraft seu projeto conceitual sobre helicópteros, conseguindo assim os recurso e a autorização para a construção de dois protótipos que receberam a designação de Modelo 30 , que alçaria voo em 26 de junho de 1943, os resultados positivos dos testes empregados nestas aeronaves gerariam o parâmetros finais para o desenvolvimento do Bell 47 que realizou seu primeiro voo em 8 de agosto de 1945.

Seu primeiro cliente militar foi o Exercito Americano que designou como H-13 e foi batizado de Sioux, sendo empregado primeiramente em tarefas de observação, evacuação aero médica, ligação e transporte. A aquisição em grandes quantidades proporcionou o desenvolvimento da doutrina do emprego de aeronaves de asas rotativas junto as três armas aéreas norte americanas.

Seu batismo de fogo ocorreu na Guerra da Coreia (1950 a 1953)  onde o novo modelo Bell 47D foi a primeira variante a empregar o canopy  em bolha , moldado em plexiglass melhorando assim as características de visibilidade para o piloto e observador, e também a fazer uso da cauda em estrutura de treliça, sendo esta a versão mais comum nos estágios iniciais do conflito, ficando imortalizada em registros fotográficos e filmes de época, valendo ainda a menção que coube a este modelo na evacuação aero médica de mais de 15.000 soldados durante o conflito.

A fabricação do Bell 47D alcançou a cifra de 1.000 células produzidas ate 1953, um novo modelo designado Bell 47E foi desenvolvido agora dotado de uma nova motorização Franklin 6V4-200-C32 com 200 hp, sendo seguido por novas versões como Bell 47F, Bell 47G e Bell 47G-2 que incorporam novos aperfeiçoamentos. A variante final designada como Bell 47H foi a projetada para três pessoa contando com a o canopy totalmente fechado.

O modelos e suas variantes se mantiveram em produção ininterrupta por 27 anos sendo fabricado ate 1973, e considerado o grande pioneiro das asas rotativas, nesse período foram entregues 2.600 células para emprego civil e 2400 para uso militar , sendo também produzido sob licença na Itália (pela Augusta), com 1200 aparelhos, no Reino Unido pela (Westland), com 422 aparelhos  e no Japão (Kawasaki), com 180 aeronaves. Sua versão militar foi operada pela Alemanha, Argentina, Austrália, Brasil, Canada, Colômbia, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Franca, Grécia, Israel, Itália, México, Noruega, Nova Zelândia, Paquistão, Paraguai, Peru, Reino Unido, Brasil, Suécia, Tailândia, Turquia e Vietnã do Sul.

Emprego no Brasil. 

No final da década de 1950 a Forca Aérea Brasileira ja mantinha em sua frota aeronaves Bell-47D e Bell 47J que se mostravam adequadas as tarefas porem estavam disponíveis em baixas quantidades e havia uma necessidade emergencial de se aumentar a dotação, para o emprego em missões de formação de pilotos de asas rotativas, ligação e reconhecimento.

O principal fator motivador foi a demanda para formação de pilotos de asas rotativas, que levaria a FAB a atribuir ao 2/º10º Grupo de Aviação, sediado em Cumbica a formação de pilotos de helicópteros, assim desta maneira em 1959 procedeu-se a aquisição de 13 células novas de fabrica do modelo Bell 47G2, que receberam as matriculas FAB 8513 a 8525 e a designação militar de H-13H.

As aeronaves foram recebidas em maio de 1960, sendo distribuídos ao 2º/10º GAv, 1 GAE, e para as 1º, 2º e 3º Esquadrilhas de ligação e Observação (ELO) para emprego em missões de ligação e observação em conjunto com a Marinha do Brasil e o Exercito Brasileiro. Os H-13H operaram no 1º GAE ate 1961 e nas ELO ate 1967, quando foram concentrados no 2º/10º GAv.

Em 1 de setembro de 1967, o 2/º10º GAv voltou a atuar somente em missões de Busca e Salvamento (SAR), sendo criando na sequencia o Centro de Instrução e Emprego de Helicópteros (CIEH) em Santos SP, sendo também dotado com células do H-13H . 

Com vistas a reforçar a frota de H-13H, em 6 de maio de 1971 foram adquiridas 36 unidades usados do modelo H-13H que eram oriundas dos estoques do Exercito Americano, que anteriormente estavam em operação na Europa. As aeronaves foram recebidas em 16 de marco de 1972 na Alemanha e o foram transportadas por via aérea, desmontadas, chegando ao Parque de Aeronáutica dos Afonsos entre abril e maio do mesmo ano, onde foram montadas e transformadas para as tarefas de instrução, sendo designadas H-13H (duplo comando) e OH-13H (dotadas com um único comando).

Além do Centro de Instrução de Helicópteros, estas novas células foram distribuídas também para o Centro de Formação de Pilotos Militares (CFPM), Academia da Forca Aérea (AFA) , 1 Ala de Defesa Aérea (ALADA), Base Aérea de Fortaleza (BAFZ) e Base Aérea de Canoas (BACO), para desempenhar missões de busca e resgate e emprego geral. Em 1981 uma aeronave foi transferida para o Centro Técnico Aeroespacial (CTA), a fim de apoiar o Curso de Pilotos de Ensaios de Helicópteros, permanecendo em uso ate 1986.

A aquisição dos novos Helibras HB-350 Esquilo em 1976, determinou a concentração das células remanescentes foram concentradas no 1º/11º GAv, que continuou utilizando os Bell H-13H para missões de instrução básica e os UH-50 Esquilo para instrução avançada. As ultimas células foram desativadas 12 de setembro de 1990, perfazendo em Santos um total de 47.500 horas de voo, formando cerca de 500 pilotos e 900 mecânicos de asas rotativas, encerrando assim 39 anos de operação. 

Em Escala.

Para representarmos o Bell 47 H-13H "FAB 8612" fizemos uso do excelente kit da Italeri na escala 1/48, como não existe no mercado um set de decais especifico para o modelo nacional, optamos por representar uma célula pertencente aos efetivos 1º/11º GAV ( Santos 1983 ), empregando assim decais oriundos de diversos sets da FCM.
O esquema de cores (FS) descrito abaixo representa o segundo padrão de pintura empregado, sendo adotado apos a primeira IRAN (Inspection And Repair as Necessary), originalmente os helicópteros foram recebidos em 1972 na cor verde oliva padrão do Exercito Americano. A aplicação da cor amarelo ouro com combinações esporádicas da cabine em vermelho e azul se mostraram tradicionais neste tipo de aeronave da FAB foi mantido até sua desativação.

Bibliografia :

Força Aérea Brasileira - http://fab.mil.br/portal/capa/index.php
Historia da Força Aérea Brasileia , Prof Rudnei Dias Cunha -  http://www.rudnei.cunha.nom.br/FAB/index.html
Revista ASAS nº 63 " Bell 47 na Força Aérea Brasileira " - Aparecido Camazano Alamino