Cargueiros B-25 na Força Aérea Brasileira


Historia e Desenvolvimento . 


Em 11 de marco de 1939 , o USAAC ( United States Army Air Corps, Corpo Aereo do Exercito dos Estados Unidos), emitiu especificações para o desenvolvimento de uma aeronave bimotora para atuar como bombardeiro médio. Com a experiência acumulada no projeto das variantes NA-40 e NA-40B, a North American Aviation participou da concorrência com um modelo, designado NA-62 que fora desenhado pelos projetistas R.H Rice e John Leland Atwood, se apresentando como uma aeronave de médio porte, veloz e com capacidade para transportar ate 3.600 lbs de bombas, tendo dupla deriva e um sistema de armamento defensivo.

O resultado desta concorrência foi divulgado em 10 de agosto de 1939, tendo o NA-62 sido selecionado pela USAAC, recebendo imediatamente a designação militar de B-25, e apenas um mês depois a North American celebrava o primeiro contrato de produção para 184 células. O primeiro voo de uma unidade de produção ocorreu em 19 de agosto de 1940, sendo batizado como Mitchel em homenagem ao brigadeiro general Willian Lendbrum “Billy” Mitchell, que foi um grande estudioso e defensor das estratégias de emprego do poder aéreo norte americano entre os anos de 1920 e 1930.

Apos a produção das 25 primeiras células, foram implementadas melhorias para se atender as necessidades de combate em função de informações sobre o cenário militar do conflito na Europa, sendo assim adicionado sistema d blindagem para os tripulantes, tanques de combustível auto selantes (o que reduziu a capacidade interna de 912 galões para 694 galões, o que gerou a necessidade da inclusão de um novo tanque de combustível no bomb bay para emprego em viagens de grande distancia). Estas alterações geraram a versão B-25A que contemplou a produção de apenas 40 células.

A próxima versão a ser produzida foi a “Bravo” que introduziu um sistema defensivo mais elaborado, a esta se seguiram novas variantes mais otimizadas relegando inicialmente os B-25B e B-25 a tarefas de segunda linha, entre elas o transporte orgânico, a primeira conversão mais aprimorada para uma aeronave de carga surgiria em 1945 com o modelo CB-25J. Ao todo foram produzidas até o o final do conflito 9.816 células, que foram extensamente empregadas no pós guerra com diversas finalidades até meados da década de 1970.

Emprego no Brasil. 

No início da segunda metade da década de 1955, a Força Aérea Brasileira buscava um substituto para a células remanescentes de sua frota de bombardeiros médios B-25B/J, a escolha neste período havia recaído sobre o modelo A-26 Invader e para isto entre os anos de 1956 e 1957 a FAB promoveu a retirada de serviços dos B-25 nas unidades operacionais de Fortaleza e Natal, porém algumas aeronaves permaneceram nestas bases onde após algumas modificações internas nos tanques de combustível , foram convertidas em aeronaves de transporte. Como o resultado deste processo foi satisfatório, o Comando da Aeronáutica decidiu pela conversão de mais unidades.

Este processo de conversão seria realizado simultaneamente pelo Parques de Aeronáutica de São Paulo e Recife, que após análise das aeronaves disponíveis deveria proceder a escolha das em melhor estado para assim se proceder esta customização que envolveria as etapas de:

- Remoção de Blindagens (visando aliviar peso e favorecer o desempenho);
- Remoção de sistemas de armas e itens operacionais;
- Alteração nos tanques de combustível;
- Inclusão de assentos de passageiros (versão transporte de pessoal);
- Modificação do bomb bay para compartimento de carga.

Foram convertidas do período de 1956 á 1958 um total 18 células (sendo 02 da versão B e as restantes da versão J), que foram distribuídas aos parques de Aeronáutica de São Paulo, Recife, Afonsos e também bases aéreas de Campo Grande, Fortaleza, Santa Cruz, Campo Grande e Natal, onde operaram em as missões básicas de transporte de carga, passageiros e ligação. Apesar de receberem a designação CB-25 em seus registros, a maioria das células mantiveram os indicativos visuais de cauda como B-25B e B-25J.

A robustez e o alto número de células em estoque no Brasil do modelo, proporcionaram um farto suprimento de peças de reposição e uma consequente longevidade admirável aos B-25 Cargueiros, sendo que a última unidade foi retirada do serviço somente em 1974, com o advento do recebimento dos novos cargueiros Embraer C-95 Bandeirante.

Em Escala.

Para representarmos o CB-25B "FAB 5031" empregamos o antigo kit do fabricante Revell na escala 1/48. As conversões necessárias para a versão cargueira baseiam-se na remoção de todo o armamento e fechamento das escotilhas das torretas de metralhadoras superior e ventral com plasticard. Fizemos uso de decais genéricos da FCM oriundos de diversos sets, e marcações especificas do modelo confeccionados artesanalmente por nosso amigo Cesar Hares.
O esquema de cores (FS) descrito abaixo representa o segundo padrão de pintura empregado nos modelos B-25B/j após as primeiras revisões em âmbito de parque, e durante sua carreira como cargueiros apresentaram ligeiras variações deste padrão com a exceção do padrão provisório empregado no CB-25J FAB 5097 “Super Maconha” pertencente ao Parque de Aeronáutica do Recife.



Bibliografia :

- Aviação Militar Brasileira 1916 -/ 1984 - Francisco C. Pereira Netto
- Revista Asas Mº 40 B-25 Mitchell na FAB, por Aparecido Camazano Alamino 
- Historia da Força Aérea Brasileia , Professor Rudnei Dias Cunha - http://www.rudnei.cunha.nom.br/FAB/index.html
- Bombardeiros Bimotores na FAB, por Aparecido Camazano lino  Editora C&R