Fox Tigers Modernizados


História e Desenvolvimento. 


O primeiro F-5E voou em 11 de agosto de 1972, sua excelente relação custo benefício o consagraria como um dos maiores sucessos de exportação de vetores de combate norte americano, a alta demanda de clientes externos resultaria no desenvolvimento de uma versão de conversão, porém ao contrário de seu antecessor (F-5B Freedon Figther) este novo modelo deveria manter as mesmas capacidades de combate da versão monoplace, o primeiro protótipo denominado F-5F alcaçaria voo em 25 de setembro de 1974.

Esta nova versão era basicamente com F-5E com pouco mais de um metro comprimento adicionado a fuselagem na região da cabine. Assim ao contrário do que aconteceu na versão “Bravo”, foi mantido o nariz “bicudo” do modelo monoposto, dispondo de radar (Emerson AN/APQ-157.) e canhão neste caso singular, pois os segundo armamento de cano cedeu espaço para os avionicos que, na versão “Eco” ocupam a área atrás da cabine original, mas que na versão “Fox” tiveram de ser transferidos para complementar o espaço empregado pelo segundo assento.

No demais , motores, asas e todo o resto é praticamente igual ao monoposto com exceção de alguns detalhes como aletas sobre as asas e peso sobre a cauda, para compensar a mudança no centro de gravidade e as alterações na estabilidade devido ao aumento do comprimento e ao peso dos segundo assento. As extensões do bordo de ataque também têm um formato diferente, para aumentar sua aérea, concedendo ao F-5F desempenho muito similar ao F-5E facilitando assim a tarefa de conversão operacional.

Sua  manobrabilidade, baixa assinatura e excelente relação custo benefício, motivaram alguns de seus maiores operadores a procederem processo de modernização das células de F-5E e F5-F, visando assim adequar seus vetores a tecnologia embarcada da década de 1990, surgindo assim versões  atualizadas como os F-5 de Singapura e Suiça e Chile.

Cerca de 12 nações já implementaram diversos níveis de modernização ou retrofit de células das duas versões, permitindo assim que a família Tiger II se mantenha em operação até fins da década de 2020, completando uma carreira de quase 45 anos de serviço.

Emprego no Brasil. 

No final de década de 1990 a Força Aérea Brasileira iniciou estudos visando a modernização de sua aviação de caça, que até então era composto pelos modelos Mirage IIIEBR e F-5E Tiger II, aeronaves que já se encontravam defasadas em termos de tecnologia , a necessidade total de substituição da frota atual por quase 50 células novas ( para se equipar os  4 esquadrões de primeira )  se mostrou inviável em termos de condições orçamentarias, gerando assim estudos relativos a modernização da frota de caças Tiger II, muito da motivação deste processo foi baseada nos excelentes resultados operacionais apresentados pelo programa de atualização das aeronaves chilenas. No final do  ano de 2000 foi assinado junto ao consorcio Embraer – Elbit, um contrato visando a modernização de 43 células do modelos “ Eco “ e 03 células do modelo “ Fox “, pois infelizmente no final de 1996 a FAB viria a perder em um acidente próximo a localidade de Triunfo no Rio Grande do Sul  o F-5F “FAB 4809”.

No início de 2001 o F-5F “FAB 4808” foi entregue a Embraer para servir com um dos dois protótipos para o programa de modernização F-5BR (que gerou a versão “Mike”), este processo visava não somente uma revisão estrutural completa, como também a adoção dos sistemas descritos abaixo:

- 03 Mostradores Multifuncionais, de cristal líquido (MFCD) na versão “Eco” e 05 na “Fox”
- HUD ( Head Up Display )
- Dispositivo de Manche e Manete de Potência Combinados (HOTAS);
- Mostrador / Visor Montado no Capacete (HMD) tipo DASH 4;
- Sistema Integrado de Navegação com GPS (INS/GPS);
- Receptor de Alerta de Radar (RWR) fornece o alerta de emissões de radar inimigo; 
- Sistema de rádio de comunicação segura, com criptografia, saltos e compressão de frequência;
-  Enlace de Dados com interoperacionalidade entre R-99 A/B e A-29 Super Tucano;
- Novos sistemas de pontaria CCIP/CCRP e de Gerenciamento de Combustível
- Sistemas, Sensores e Luzes para missões diurnas e noturnas (NVG) sob qualquer tempo;
- Gravação de Dados e Áudio em VHS-C para reprodução em voo ou no solo; 
- Sistema de Planejamento de Missão; 
- AACMI (Instrumentação Autônoma para Simulação e Avaliação de Manobras de Combate); 
- Radar Pulso Doppler Grifo F/BR (ou Grifo-X P2803), da empresa italiana FIAR SpA Galile:
- Sonda de Reabastecimento (REVO), para as células do segundo lote.

O primeiro protótipo designado F-5FM foi entregue em dezembro de 2003, porém atrasos na definição do vencedor do Programa FX levaram o comando da Força Aérea Brasileira a avaliar a aquisição de mais células da versão “Fox”, visando assim distribuir melhor a carga de esforços de treinamento e conversão sobre as três aeronaves operacionais q, resultando na aquisição de mais três células de F-5F e oito do modelo F-5E usadas oriundas da Força Aérea Real da Jordânia.

Após o recebimento no ano de 2008 estas células foram recolhidas ao PAMA SP para recuperação das aeronaves bipostas , visando assim as preparar para a modernização, que foi celebrada no dia 23 de dezembro de 2010 via licitação complementar com a Embraer, quando da conclusão deste processo a FAB passara a contar com 6 aeronaves F-5FM operacionais modernizadas, possibilitando a distribuição de 02 células por esquadrão operador do modelo ( lembrando que anteriormente antes da modernização os três "Fox" originais eram concentrados no 1º/14º GAv ), melhorando assim o processo de treinamento e conversão.

Em Escala.

Para representarmos o F-5FM " FAB 4808" empregamos o antigo modelo da Monogram na escala 1/48, necessitando proceder como alterações básicas a inclusão de antenas RWR, dispensers de chaff e flares , remoção do canhão M-39 e adoção da sonda de reabastecimento em vôo  item em resina. Para finalizar o modelo fizemos uso de decais produzidos pela FCM, presentes no set 48/33.
O esquema de cores (Federal Standart) descrito abaixo representa o padrão de pintura tático com marcações em baixa visibilidade empregado em todos os F-5FM e F-5EM aplicados após o processo de modernização.


Bibliografia :

- Os F-5M da FAB – Defesa BR  http://www.defesabr.com/Fab/fab_f5br.htm
- História da Força Aérea Brasileira, Professor Rudnei Dias Cunha - http://www.rudnei.cunha.nom.br/FAB/index.html
- F-5FM na FAB, os Poucos - Fernando De Martini; Alexandre Galante e Guilherme Poggio - Revista Forças de Defesa Nº 6