Esquilos - Força Aérea Brasileira


História e Desenvolvimento. 


No início da década de 1970 a empresa francesa Aérospatiale iniciou o desenvolvimento de uma nova aeronave de asas rotativas se baseando em exigentes requisitos do mercado civil (reduzidos índices de ruído, vibrações e baixo custo operacional), visando a substituição de seu modelo Alouette II, os primeiros protótipos dotados com motorizações distintas alçaram voo entre os anos de 1974 e 1975, recebendo logo em seguida as certificações internacionais para operação na Europa e na América do Norte.

O sucesso observado do mercado civil, motivou o fabricante a desenvolver uma versão para o mercado militar, tendo como foco primordial o treinamento e conversão de pilotos, tendo como missões secundarias transporte VIP, ligação e observação, este modelo inicialmente passou a contar com os motores Turbomeca Arriel 1A e Turbomeca Arriel 1B, que apresentavam ligeira melhoria de desempenho frente a versão civil.

Entre os primeiros clientes estava a Marinha Brasileira com a aquisição de seis células do modelo HB-350B montadas localmente na subsidiaria da Aerospastiale a Helibras, sediada na cidade de Itajuba em Minas Gerais, sendo que este lote inicial seria precedido mais células ao longo da década de 1980. Novos operadores militares foram se somando a este grupo entre eles a Defence Helicopter Flying School ( unidade que agrega o treinamento de pilotos das três forças armadas inglesas), as forças armadas chinesas com sua versão local o Z-11, Austrália, Argentina, França e outras nações atingindo a cifra de 22 operadores, que empregam o modelo em um variado leque de missões, desde as originais como treinamento e transporte, como salvamento, ataque leve, anti submarino, observação e evacuação aeromedica. 

O modelo ainda teve grande êxito ao penetrar no mercado de aeronaves policiais, estando presente em um grande número de cidade ao redor do mundo, desempenhando missões de observação, vigilância, transporte, socorro e perseguição, sendo dotados de blindagem leve  para tripulantes e passageiros e sistemas de visão noturna e térmica para operação em grandes cidades. Os modelos mais novos ainda continuam em produção seriada não só em seu pais de origem, mas também na China, Brasil e Estados Unidos, perfomando até a data mais de 3.400 células entregues.

Emprego no Brasil.

Em fins da década de 1970, ficava claro ao Ministério da Aeronáutica a necessidade de renovação de sua frota de aeronaves de asas rotativas, pois a obsolescência e os índices de indisponibilidade de voo (motivada por problemas no suprimento de peças de reposição) dos veteranos Bell 47D/G H-13, começava a comprometer o processo de formação de pilotos, e também havia uma necessidade de um novo vetor para complementar os recém incorporados Bell UH-1H Huey.

Uma concorrência internacional foi aberta para a aquisição novos vetores, a Força Aérea Brasileira espelhando a decisão tomada anteriormente pela Marinha Brasileira , foi deferida  a compra de 30 células novas de fábrica  do Helibras HB-350B Esquilo, sendo o modelo muito semelhante ao entregue a aviação naval se diferenciando apenas pelo motor, sendo equipado com o Turbomeca Arriel 1B com potencial de 650hp.

As primeiras unidades foram recebidas a partir de 1984 sendo distribuídas principalmente ao 1º/11º GAv Esquadrão Gavião baseado em Santos (SP), onde substituíram as unidades remanescentes do H-13 na formação de pilotos de asas rotativas, duas unidades foram destinadas a Academia da Força Aérea e o restante direcionado ao  2º/8º GAv Esquadrão Poti, unidade que tem por missão formar e treinar equipagens para as tarefas operacionais de Busca e Salvamento , Ligaçao e Observação, transporte aéreo e Operações Especiais dentro da Força Aérea Brasileira.

A adoção do UH-50 Esquilo (que teve sua designação alterada posteriormente para H-50), trouxe inúmeros benefícios a FAB, tanto na área de instrução básica, pois por se tratar de um vetor moderno tanto em termos de mecânica quando de avionica, a transição para as aeronaves de primeira linha é mais suave e rápida, e também por permitir toda a formação da doutrina de operações de combate com helicópteros, sejam em atividades de ataque, resgate ou missões de C-SAR (Combat SAR), a fundamentação da doutrina de missões especiais foi tão solidificada dentro do Esquadrão Poti, motivando o comando da Aeronáutica em 2010 a reequipar a unidade com os novos helicópteros AH-2 Sabre( Mi-35M de fabricação russa, concentrado assim todos os Esquilos remanescentes  junto ao 1º/11º GAv  Esquadrão Gavião  agora baseado em Natal (RN).

Atualmente além de desempenharem as missões de treinamento o esquadrão destaca células do modelo para atuarem como aeronaves orgânicas em missões de alerta 24 horas de buscas e salvamento  em diversas unidades aéreas espalhadas pelo território nacional.

Os helicópteros de instrução Helibras HB 350 FAB H-50 da FAB, atualmente concentrados no 1°/11° Grupo de Aviação, sediado em Natal, deverão ser modernizados nos mesmos moldes dos aparelhos da Aviação do Exército Brasileiro (AvEx), incluindo neste pacote a substituição dos instrumentos analógicos do painel de instrumentos por três telas multifuncionais coloridas de cristal líquido e instalação de piloto automático, que trabalha em dois eixos, instalação de sistemas de defesa passiva, retrofit da células e  os ajustes finos de motor e transmissão.

Em Escala.

Para representarmos o UH-50 " FAB 8773 " pertencente ao  2º/8º GAv, empregamos o kit Heller /HTC na escala 1/48, (apesar que as dimensões do mesmo aparentam pertencer a escala 1/50) trata-se de um modelo básico desprovido de detalhamentos, porém de fácil montagem, para se representar a versão empregada pela FAB deve-se proceder a inclusão em scratch de antenas de rádio na parte frontal da aeronave . Empregamos decais originais do modelo que foram confeccionados pela FCM Decais.
O esquema de cores (FS) descrito abaixo representa o segundo padrão de pintura empregado nas aeronaves UH-50, sendo este implementado a partir do ano de 2006, atualmente todas as células estão recebendo um novo padrão de pintura tática com marcações de baixa visibilidade já empregados nos demais vetores da Força Aérea Brasileira. 



Bibliografia : 

- A Flecha de Poti - Revista Força Aérea - Nº 3 Action Editora
- História da Força Aérea Brasileira, Professor Rudnei Dias Cunha - http://www.rudnei.cunha.nom.br/FAB/index.html
- Sentando a Lenha em Maxaranguape - Revista Força Aérea - Nº 19 Action Editora