Esquilos e Fennecs no Exército


História e Desenvolvimento. 

Ao final  década de 1980 a Aerospatiale, observando o grande êxito da comercialização de aeronaves AS-350 no segmento militar e policial, iniciou estudos para o desenvolvimento de uma versão mais adequada não só as missões básicas de treinamento e transporte, mas também com o potencial para desenvolver atividades mais especificas entre elas ataque leve, Combat SAR, patrulha marítima, ASM e ASW.

Partindo da célula padrão do AS-350 e AS-355, foram acrescidos reforços estruturais , blindagem para o grupo motriz e para os tripulantes (piso e assentos blindados), nova avionica embarcada mais adequada a missões de combate, preparação para instalação de sistemas de imageamento diurno e noturno, óculos de visão noturna (OVN/NVG) e dispositivos de defesa passiva, porém  uma das melhorias mais importantes foi a troca da motorização original por um novo motor Turbomeca Arriel 2B turboshaft com 847 hp.

Como sistemas de armas a plataforma foi adequada para portar, um canhão automático de 20 mm Giat M621, pods com metralhadoras FN Herstal de 7,62 mm ou 12,7 mm, lançadores de foguetes não guiados ( 7 X 70 mm ou 12 X 68 mm), além de misseis anti tanque TOW BGM-71.

As versões monomotores desta nova aeronave receberam a designação de “Fennec”, sendo dispostas nos seguintes modelos: 

AS350 L1/L2 Ecureuil – Versão Militarizada do AS350.
AS550 C2 Fennec – Versão Militarizada e armada com base no AS350 B2.
AS550 U2 Fennec – Versão Militarizada com base no AS350 B2.
AS550 C3 Fennec – Versão Militarizada e armada com base no AS350 B3.

As primeiras entregas tiveram início no final da década de 1980, envolvendo usuários como França, Argentina, Brasil, Colômbia, Argélia, Dinamarca, Emirados Árabes Unidos , Malásia, México, Singapura, Paquistao, Uberquistao e China (versão produzida localmente do Z-11).

Emprego no Brasil. 

Em meados da década de 1980 o Exército Brasileiro se encontrava empenhado no audacioso plano de modernização da força denominado FT-90 , umas das vertentes deste projeto enfatiza a necessidade de se implantar uma aviação própria e, com isso, propiciar um maior poder, mobilidade e flexibilidade à Força Terrestre, esta conscientização levou ao início de estudos doutrinários do emprego de aeronaves de asas rotativas em proveito das forças de superfície.

Os estudos culminaram na criação da Diretoria de Material de Aviação do Exército (DMAvEx) e do 1º Batalhão de Aviação do Exército (1º BAvEx), em 1986. Fisicamente, a Aviação passou a tomar forma com a instalação do 1º BAvEx na cidade de Taubaté-SP, em janeiro de 1988. Esta localidade foi escolhida, dentre outras, por sua posição estratégica no eixo Rio - São Paulo e por sua proximidade aos importantes centros industriais e de pesquisa na área da aviação, como a Embraer, Helibras e Centro Técnico Aeroespacial. 

Definida a estrutura conceitual e organizacional, faltava agora definir os vetores, desta maneia em 1987 foi aberta uma concorrência internacional para a aquisição de 36 células divididas em dois modelos distintos, a empresa vencedora foi a Aeroespatiale/Helibras que já era fornecedora da Marinha e Aeronáutica, com a encomenda de  16 Helicópteros HB 350 L1 - Esquilo (HA-1) e 36 SA - 365 K Pantera (HM-1), com as primeiras entregas ocorrendo no ano de 1989, o recebimento total desta encomenda refletiu a necessidade de ampliação da frota , gerando assim um aditivo contratual que permitiu a compra de mais 20 células, agora na versão armada do modelo AS 550 A2 Fennec, para o emprego em em missões de escolta e reconhecimento armado.

Estas aeronaves foram alocadas nos 1º, 2º e 3º  Batalhões de Aviação do Exército sediados respectivamente em Taubaté  - SP e Campo Grande - MS, executando missões de transporte, ligação , reconhecimento e ataque. Algumas células foram dotadas de sistemas de visão noturna e FLIR aumentando assim em muito o potencial de utilização. Entretanto, este sistema denominado “Olhos da Águia”, exigiu a instalação de antenas na parte inferior da aeronave limitando assim seu pouso terrenos não preparados.

Em 2011, para solucionar as carências que se apresentavam, após o estudo das linhas de ação disponíveis, foi adotada a opção de modernizar os helicópteros HA-1 através de um upgrade, com previsão de conclusão em 2018. O projeto contempla a instalação de sistemas aviônicos modernos e adaptados ao OVN, configuração do painel de instrumentos no padrão "glass cockpit, piloto automático, novos rádios Nav-Com seguros e equipamentos de missão, tais como bancos, proteção balística, defesa passiva e novos suportes para armamento, prevendo a adoção de misseis ar solo e canhão de 20 mm, além de um completo retrofit das células, permitindo assim estender sua vida útil por mais 25 anos.

Em Escala.

Para representarmos o HA-1 EB 1017 empregamos o kit  Heller/HTC na escala 1/50 ,modificações necessárias para representar a versão da Aviação do Exército contemplaram a alteração do exaustor da turbina, inclusão de corta fios e sistema de FLIR com seus sensores e antenas confeccionados em scratch build. Fizemos uso de decais do fabricante FCM presentes no set 48/08.
O esquema de cores (FS) descrito abaixo representa o segundo padrão de pintura empregado nas aeronaves HA-1 Esquilo e Fennec , sendo este implementado em todas as aeronaves da força a partir do ano de 2002, acreditamos que as células modernizadas devam continuar ostentando este mesmo padrão. 


Bibliografia :


-  Eurocoppter AS550 FENNEC - http://en.wikipedia.org/wiki/Eurocopter_Fennec 
-  Modenização HÁ-1 - E-Blog do Exército Brasileiro, outubro 2014 via CECOMSEx 26
- HA-1 FENNEC HM-1 PANTERA - Revista Força Aérea Edição 22 - 2002