Viatura Blindada de Engenharia - Sherman M-4


História e Desenvolvimento. 

No início da década de 1980 estavam em curso no Exército Brasileiro, diversões estudos para a concepção de programas de modernização ou conversão de carros de combate M-4 Sherman, entre estes figurava um que visava o desenvolvimento de uma viatura blindada especial de engenharia, que teria como proposito atender a demandas do exército por veículos deste tipo, pois até então a força dispunha de poucas unidades dos modelos M-74 e M-578. Neste contexto em 1982, uma parceria foi formada entre o Centro Tecnológico do Exército ( CTEx) e a empresa Moto Peças S/A, para desenvolveram a partir do chassi do modelo original  M-4A1 uma versão especializada em atividades de engenharia de campo, que receberia a designação de M-4 Viatura Blindada Especial de Engenharia (VBE-ENG-M4-30t-Lag).

Dando preferência a padronização de itens, decidiu-se adotar o motor a diesel, Scania DI-11 Ex1, de seis cilindros, sendo este o mesmo empregado no programa de modernização dos M-41 realizados pela Bernardini. Estruturalmente esta nova versão teve muitas alterações, inclusive no chassi, sendo seu motor deslocado para a direita, a fim de se incluir uma porta e permitir o fácil acesso traseiro ao veículo. Foi criada uma estrutura de carroceria inteiramente nova, feita de aço soldado, em formato similar a um M-113, só que maior. Em sua parte superior, foi incluído um guincho hidráulico com capacidade de 20t e uma lança articulada para elevação de cargas até 10t e na frente uma lamina de terraplanagem de 3,00 X 0,95m, além de dispor de uma capacidade de reboque de veículos de até 40t.

Ele poderia transportar, além do condutor e chefe do carro, uma guarnição de até cinco homens totalmente equipados para a missão de engenharia de combate. Também era provido com uma metralhadora Browning M2HB, calibre .50, e quatro lançadores de granadas fumígenas. Ainda seria desenvolvido um novo sistema antiminas , para ser acoplado na parte frontal do veículo, no lugar da lamina de terraplanagem, que consistia de duas pás dotadas de diversas garras, que reviravam a terra a frente do veículo, extraindo minas do solo.

O projeto e contrato previa a construção de 15 desses veículos, mas por entraves no projeto e limitação de verbas para investimento, original o lote foi reduzido para um protótipo e cinco unidades operacionais.

Emprego no Brasil. 

Após a entregas das primeiras unidades ao Exército Brasileiro, as mesmas foram submetidas a exaustivos testes em campo nas dependências do Centro de Avaliações do Exército (CAEx) e Centro de Tecnologia do Exército, onde foram observadas deficiências e alterações a serem implementadas, entre elas o cancelamento da versão antiminas, pois foi comprovado que o sistema era ineficaz, pois era incapaz de varrer minas enterradas em terrenos irregulares ou compactos.

Ao final do período de testes o laudo final do CAEx não aconselhava a produção de demais unidades do modelo pois o desempenho aferido em campo não atendia as necessidades por completo dos parâmetros estabelecidos pelo Exército Brasileiro para este veículo. Os carros produzidos foram destinados a unidades operacionais de engenharia blindada e a Academia Militar das Agulhas Negras, onde permaneceram em atividade parcial até o ano de 2007.

Atualmente quatro desses veículos ainda constam no inventario, apesar de não estarem operacionais do 5º Batalhão de Engenharia de Combate Blindado, na 11º Companhia de Engenharia de Combate Leve e no 12º  Batalhão de Engenharia de Combate Blindado. Além destes existe outro, que pertence ao acervo do Museu Militar de Conde de Linhares que hoje se encontra no PqR-Mnt e que aguarda uma futura restauração para ser assim exposto no museu sediado no Rio de Janeiro.

Em Escala.

Para representarmos o VBE M-4 " EB 3460224898" optamos por base o kit da Tamiya na escala 1/35 , aproveitando apenas os componentes básicos como suspensão, esteiras, bogies e casco, sendo o restante  confeccionado em plasticard no modal de scracth, se baseando em plantas e fotos coletas em pesquisa podendo assim não representar o mesmo na fidelidade de estrutura ou detalhes, para conferir detalhes do processo de conversão acesse nossa secção de Reviews  Conversão M-4 Sherman – Tamiya. Empregamos decais produzidos pela Decal e Books presentes no set " Forças Armadas do Brasil ".


O esquema de cores (FS) descrito abaixo representa o segundo padrão de de pintura camuflada em dois tons, empregado em todos os blindados de combate do Exército Brasileiro, a partir de meados da década de 1980, existe, porém, uma unidade do modelo que está no 12º Batalhão de Engenharia de Combate Blindado, em Alegrete (RS)  preservada no padrão anterior em olive drab.


Bibliografia :

- Viatura Blindada Especial de Engenharia - Expedito Carlos S. Bastos - http://www.ecsbdefesa.com.br/fts/VBE.pdf
- M-4 Sherman no Brasil – Helio Higuchi e Paulo Roberto Bastos Jr
- Blindados No Brasil Volume I, por Expedito Carlos Stephani Bastos