Pattons no Exército Brasileiro


História e Desenvolvimento.

No ano de 1956, o aparecimento do tanque médio soviético T-54 , clarificou aos Estados Unidos, que seu tanque médio padrão M-48 não seria páreo em combate com  seu rival do Pacto de Varsóvia, este fato gerou a necessidade do desenvolvimento de novas opções, entre elas o redesenho do modelo padrão visando assim criar uma versão melhorada, porem infelizmente este up grade ainda não era garantia de êxito frente a ameaça russa. Desta maneira no início de  1957 foram apresentados planos para um novo carro de combate, sendo dotado de um canhão de 105 mm, novo sistema de blindagem, sendo o casco fundido em única peça  e grupo motriz sendo tracionado pelo motor Continental V-12 750 hp Twin Turbo refrigerado a ar.

Originalmente designado M-68, o novo veículo foi colocado em produção em 1969, recebendo em seguida sua nova designação de M-60 quando de sua entrada em serviço ativo no exército dos Estados Unidos em 1960, apesar de apresentar uma grande evolução sobre seu antecessor o M-48, o M-60 ainda carecia de melhorias, que passaram a ser implementadas em 1963 com a versão M-60A1, que foi equipada com um novo sistema de estabilização para a arma principal. No entanto, o M60A1 ainda era capaz de disparar com precisão no movimento, esta deficiência seria estuda para a concretização de uma nova versão que começou a ser testa no final da década de 1970.

Esta nova versão denominada A-3, incorporava todos os desenvolvimentos da família M-60 e foram produzidos durante os anos de 1980, permitindo assim , uma maior confiança nos sistemas mecânicos:motor e transmissão e a introdução de um sistema de tiro avançado, concebido com a finalidade de se criar uma plataforma estabilizada que permitisse a realização do tiro de canhão a longas distancias, com elevada probabilidade de acerto no primeiro tiro, mesmo contra alvos em movimento e sob qualquer situação climática e de visibilidade, tendo como armamento principal o canhão L-7, de 105 mm , raiado, que realiza tiro estacionário ou em movimento, com um alcance útil de 4km, inclusive utilizando munição tipo flecha APFDS.

A versão final do modelo, designada M-60A3 TTS ( Thermal Target System) dispunha da  possibilidade de identificação e aquisição de alvos em período noturno, dispondo de computador de controle de tiro e equipamento de telemetria laser, e podia operar em ambiente químico, biológico e nuclear (QBN) representando assim o estado da arte dos carros de combate americanos, no entanto  em meados da década de 1980, uma nova geração de blindados soviéticos, entre eles o T-72 , se mostrava superior ao M-60, gerando assim a necessidade de um substituto altura, levando ao desenvolvimento do M-1 Abrams, que passou a ser incorporado em 1997, substituindo assim este modelo nas unidades de linha de frente deste pais. O citado processo de substituição dos M-60, gerou a disponibilidades de muitas células em excelente estado, sendo assim fornecidos a 23 nações aliadas aos interesses de Washington, sua produção alcançou a cifra de milhares de unidades e muitas ainda permanecem em serviço ativo.

Emprego no Brasil. 

No início da segunda metade da década de 1990, o Exército Brasileira, buscava junto ao mercado internacional opções de aquisição de carros de combate modernos, que pudessem prover a substituição dos já ultrapassados M-41C Caxias  (versões modernizadas dos M-41 Walker Buldog) que até então representavam o esteio da força blindada nacional, entre as decisões tomadas estavam a aquisição de blindados usados Leopard 1A1 oriundos do exército e belga e o leasing de 91 carros de combate M-60A3 TTS pertencentes aos excedentes do exército norte americano, pelo valor de doze milhões de dólares. 

A incorporação deste modelo trouxe novo alento e um salto operacional a força blindada brasileira, pois representou o primeiro tanque pesado a operar na força contando ainda com uma série de inovações tecnológicas que até então eram desconhecidas em termos de operacionalidade, gerando assim um importante legado de doutrina operacional, seu único inconveniente se baseia em seu peso de deslocamento que se mostrou inadequado em algumas regiões devido a estrutura rodoviária e ferroviária  nacional não ter sido dimensionada para operação de blindados desta categoria.

A partir de 2009 o recebimento dos novos modelos Leopard 1A5 possibilitaram a concentração de todos os carros remanescentes no 20º RCB ( Regimento de Cavalaria Blindada ) alocado na cidade de Campo Grande no Mato Grosso do Sul unidade esta que deve contar com aproximadamente 32 unidades, substituindo assim as últimas unidades remanescentes dos M-41C Caxias que ainda se encontravam em serviço ativo. Os demais carros serão empregados como fonte de peças de reposição, tendo em vista que o fabricante original não produz mais peças de reposição desde fins da década de 1990.umaA Academia Militar das Agulhas Negras sediada no Rio de Janeiro abriga ainda unidade do modelo para tarefas de instrução.  O realocamento do M-60A3 TTS no 20º RCB, permitira que o modelo continue em ação no Brasil pelo menos até o ano de 2020.

Em Escala.

Para representarmos o M-60 A3 TTS do Exército Brasileiro (lembrando que em função do contrato de leasing os mesmos não receberam marcações ou numeração serial) empregamos o excelente kit da Tamiya na escala 1/35, modelo este que apresenta um excelente nível de detalhamento fornecendo ainda um set extras de equipamentos, tripulação e munição para emprego.

O esquema de cores (FS) descrito abaixo representa o primeiro padrão de pintura adotado pelo exército americano em sua força de M-60 baseada na Europa, por questões contratuais do processo de leasing sua operação no Brasil manteve esta padronização, não portando ainda nenhuma marcação nacional.




Bibliografia :

- Blindados sob lagartas - Expedito Carlos S. Bastos www.ecsbdefesa.com.br/defesa/fts/BSLMPI.pdf
- Blindados no Brasil – Um Longo e Arduo Aprendizado Vol II, por Expedito Carlos S. Bastos
- Viaturas do Exército Brasileiro - http://viaturasdoeb.blogspot.com.br/

- M-60 Patton - http://en.wikipedia.org/wiki/M60_Patton