Walkers Bulldogs no Exército Brasileiro


História e Desenvolvimento.

Na final da segunda metade da década de 1940, o exército americano estava equipado em sua  totalidade com o carro leve combate M-24 Chafee ( substituto da família M-4 Sherman ), experiências em combate, mais notadamente nos primeiros anos do conflito da Coreia , indicaram a necessidade de se contar um novo blindado médio para se contrapor as ameaças existentes até a data. 


Neste contexto em 1947 o comando do Exército Americano, abriu uma concorrência para o desenvolvimento de um novo carro médio blindado, que deveria incorporar sobre seu antecessor muitas melhorias, entre elas a adoção de um canhão anti tanque de 76 mm. A General Motors foi declarada vencedora no processo, sendo sua produção destinada as instalações de sua subsidiaria a Cadilac, tendo o primeiro modelo sido entregue em abril de 1951. O blindado recebeu a designação inicial de “ Little Buldog “ , sendo a mesma alterada para “ Walker Buldog “, em homenagem a um general americano Wanton Walker, falecido em um acidente no teatro de operações na Coreia. 


Algumas unidades foram enviadas às pressas para o front de batalha na Coreia com a finalidade de aferir em campo o desempenho do modelo, frente aos tanques soviéticos T-34 que estavam sendo fornecidos aos efetivos do exército norte coreano, tal experiência foi fundamental no aprimoramento do projeto em futuras versões.


Em fins de 1953, os M-41 haviam substituído completamente os M-24 Chaffe nas fileiras do Exército Americano, neste mesmo ano nascia uma nova versão designada como M-41A1, que incorporava um sistema de acionamento hidráulico da torre ao invés de elétrica, permitindo aumentar a disponibilidade de munições de 76mm no carro, passando de 57 para 65 tiros. A partir de 1956 a adoção de motores a diesel Cummins VTA-903T, geraram novas versões classificadas como A2 e A3. 


Em 1964, o M-41 foi destinado ao processo de reequipamento do Exército da Republica do Vietnam, sendo as primeiras unidades entregues em 1965, equipando 5 unidades blindadas que ao lado de outros M-41 do exército americano, tiveram grande destaque nas operações registradas naquele conflito.


A produção total atingiu a cifra de 5.500 em unidades em 1971, foram empregadas pelo exército americano além de serem exportados para mais 17 países. Em fins da década de 1960 começaram a ser retirados do serviço ativo em seu pais de origem, sendo substituídos pelos novos tanques M-48 . Ainda em pleno seculo XXI, alguns paises ainda mantem versões modernizadas em serviço, quase 60 anos depois de sua concepção.


Emprego no Brasil. 

No final da década de 1950 o Ministério do Exército resolveu iniciar um processo de modernização de seus meios blindados, valendo-se dos termos do Programa de Assistência Militar ( MAP ), celebrado entre Brasil e Estados Unidos no ano de 1959, mediante este acordo foram adquiridos 341 unidades do modelos M-41 Walker Buldog (contemplando neste lote 55 carros versão M-41A3), Os primeiros 50 carros M-41 foram recebidos em 1960, sendo  gradualmente distribuídos as unidades de combate e aos esquadrões de reconhecimento mecanizado, substituindo nas unidades de linha de frente os antigos M-4 Sherman e M-3 Scout Car.


A adoção deste modelo nas fileiras do EB, representou um salto operacional e tecnológico sem precedentes , pois os blindados em uso até a data ( Stuats, Shermans e Lees ) estavam completamente obsoletos para atuação no cenário bélico atual, necessitando assim de imediata substituição, desta maneira podemos afirmar que a adoção M-41 Walker Buldog, foi a base de toda a formação moderna blindada do Exército Brasileiro, sendo empregado em quase todas as unidades de primeira linha, se deslocando por todo território nacional, tendo ainda destaca atuação na revolução de 1964 onde muitas unidades foram empregadas na defesa de pontos estratégicos do governo.


No início da segunda metade da década de 1970, a frota de M-41 nacional já apresentava o desgaste dos anos de operação, sendo acometida por altos índices de indisponibilidade causada também pelo suprimento de peças de reposição, mais notadamente as relacionadas ao grupo motriz movido a gasolina, sendo este fato agravado pelo rompimento do acordo militar Brasil – Estados Unidos, o que reduziu ainda mais o suprimento de peças de reposição de itens críticos.


No anseio de amenizar estes efeitos e também promover melhorias foram conduzidos estudos visando um programa de modernização, onde além da substituição do grupo motriz importado por um nacional, previa-se a alteração do armamento principal, incluindo se um canhão de 90 mm, estes estudos foram coordenados a partir de 1976  pelo Parque Regional de Motomecanização da 2º Região Militar ( PqRMM/2), Centro de Tecnologia do Exercito ( CTEx ), Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento (IPD) em conjunto a empresa Bernardini S/A. As primeira unidades foram encaminhadas para a modernização  a partir de 1978, encerrando assim o primeiro ciclo de vida deste modelo original no Brasil.


Em Escala.

Para representarmos o M-41A3 "EB11-793" optamos pelo kit da AFV na escala 1/35, sendo este o modelo mais indicado para compor a versão empregada no Brasil, possuindo um excelente padrão de qualidade (oferecendo inclusive o tubo do canhão em metal). Empregamos decais do fabricante Decal & Book do Set Forças Armadas Brasileiras.

O esquema de cores  ( FS ) descrito abaixo representa o primeiro padrão de pintura aplicado em todas a unidades dos modelos M-41 e M-41A3, mantido até o inicio da década de 1980, quando foram pintados com o novo padrão de camuflagem, vigente até os dias de hoje nos últimos M-41C Caxias remanescentes em serviço.








Bibliografia :

- Light Tank M-41 Walker Buldog In the Brazilian Army , por  Expedito Carlos S. Bastos http://www.ecsbdefesa.com.br/defesa/arq/Art%2087.htm
- Blindados no Brasil Volume I,  -  por Expedito Carlos S. Bastos
- M-41 Walker Buldog - http://pt.wikipedia.org/wiki/M41_Walker_Bulldog
- M-41C Rede de Tecnologia & Inovação do Rio de Janeiro - http://www.redetec.org.br/inventabrasil/caxias.htm