Sistema de Mísseis Roland no Brasil


História e Desenvolvimento.

Fruto de um amplo projeto reconstrução da força militar blindada da Alemanha Ocidental em fins na década de 1960, o Marder foi desenvolvido pela empresa Rheinmetall Landsysteme, como um veiculo blindado para o transporte de tropas ( IFV ) , com a capacidade para operar com 12 soldados totalmente equipados, sendo armado ainda com um canhão automático de 20 mm para a auto defesa.

O projeto preliminar e a assinatura do contrato, foram aprovados em janeiro de 1960, foram construídos e testados 08 protótipos entre os anos de 1961 e 1963, sendo a primeira unidade entregue ao exército alemão em 07 de maio de 1971, o modelo manteve-se em produção até o ano de 1975, sendo construídas 2.136 unidades , ao longo dos anos, diversos projetos de modernização foram aplicados neste modelo, permitindo sua atualização a novas tecnologias entre elas sistema de comunicação, visão noturna e câmera termográfica.

A versatilidade de operação da plataforma permitiu explorar um leque de oportunidades, entre elas sua dotação com misseis anti carro Milan , veículo de reconhecimento e terra ar ( SAM ) , sendo este equipados com misseis guiados por radar de curto alcance Roland II.

O projeto de origem Franco Alemão , foi desenvolvido a partir de 1963 pelas empresas Nord Aviation da França e da Alemanha pela empresa Messerschmitt - Bölkow com o sistema sendo conhecido como SABA na França e P-250 na Alemanha, esta união proporcionou em 1964 a criação da empresa Euromissile , os testes tiveram início a partir de junho de 1968, com a produção seriada prevista para  janeiro de 1970, porém atrasos decorrentes do processo final de testes postergaram sua construção em escala industrial até início de 1977.

O sistema de Roland SAM foi projetado para atingir alvos aéreos inimigos que voam em velocidades de até Mach 1,3 em altitudes entre 20 metros e 5.500 metros, com uma gama eficaz mínima de 500 metros e um máximo de 6.300 metros. O sistema podia operar em modo óptico ou radar e pode alternar entre esses modos durante o rastreio e lançamento. Um radar de busca de pulso-doppler com uma gama de 15-18 km proveria a detecção do alvo, que poderia então ser rastreado ou pelo radar ou um rastreador óptico. O canal óptico, normalmente, seria utilizado apenas durante o dia contra alvos muito de baixo nível ou em um ambiente de bloqueio pesado.

O míssil Roland era composto por dois estágios, sendo unidade propelente sólido 2,4 metros de comprimento com um peso de 66,5 kg, e outro estagio com 6,5 kg portando uma múltipla ogiva de fragmentação-carga oca que contém 3,5 kg de explosivo detonado por impacto ou proximidade fusíveis. O míssil era fornecido em um recipiente vedado que era empregado também o tubo de lançamento. Cada lançador carrega dois tubos de lançamento com mais oito no interior do veículo ou abrigo com recarga automática em 10 segundos.

A versão Roland 2 foi desenvolvida para operação em qualquer tempo, sendo montado no chassi de veículos blindados sob lagarta, AMX-30R ou  Marder 1A2. O míssil se manteve em produção até fins da década de 1990, sendo adotado por 12 nações.

Emprego no Brasil. 

Na segunda metade da década de 1970, as forças armadas brasileiras estavam empenhadas na obtenção novas tecnologias de defesa, neste mesmo período, o governo do presidente Ernesto Geisel viria a romper o acordo Militar Brasil - Estados Unidos, fato este que possibilitava a aquisição de equipamentos de defesa oriundos de outras nações, neste escopo o pais iniciaria negociações junto a Alemanha e França para a compra de sistema de misseis superfície ar ( SAM ), estudos  indicaram como melhor opção a adoção do míssil Roland II montado sobre a plataforma do veículo blindado médio Marder 1A2, sendo assim adquiridos inicialmente 4 plataformas e 50 misseis que seriam recebidos a partir do ano de 1977.

O Brasil foi o terceiro operador deste sistema de mísseis superfície-ar, que na época representava a tecnologia no estado da arte, para fins de instrução teórica e pratica, os equipamentos eletrônicos foram alocados na Escola de Artilharia de Costa e Antiaérea ( EsACosAAe) no Rio de Janeiro, vale salientar que este aparato ocupava um grande área nesta instituição pois ainda não existiam microcomputadores. Toda a instrução sobre a operação deste sofisticado sistema era ministrada no local sendo acompanhada dos uso das plataformas e armamentos. A versão fornecida ao Exército Brasileiro portava dois mísseis em lançadores na parte externa da torre prontos a entrar em operação, e mais oito unidades alojadas em carregadores rotativos no interior do veículo.

Este sistema de mísseis foi adquirido inicialmente para a defesa da capital federal, porém extra oficialmente especula-se que a principal intenção era o desenvolvimento de uma versão nacional (empregando técnicas de engenharia reversa), não existe confirmação desta teoria, porém o Centro Tecnológico do Exército ( CTEx ) desenvolveu um protótipo de um "shelter" para lançamentos auto rebocado nos anos seguintes. Especula-se que este objetivo fim foi percebido pelo fabricante do sistema, que assim gradativamente restringiu o acesso a suprimento de itens de reposição levando a paralisação das unidades na segunda metade da década de 1990.

Apenas uma unidade foi mantida em serviço sendo alocada no Instituto e Pesquisa e Desenvolvimento do Exército até 2001, as três restantes tiveram destinos diferentes sendo, uma perdida em acidente, outra empregada como alvo no estande de tiro de Marambaia , e finalmente um unidade ,preservada junto ao acervo do Museu Militar Conde de Linhares - RJ.

Em Escala.

Para representarmos o Marder Roland  " EB 24065 ” empregamos o modelo da Tamiya na escala 1/35, este kit representa a versão armada com o míssil anti carro Milan, para configuramos a versão brasileira tivemos de construir totalmente em scratch a torre lançadora dos misseis Roland , sendo empregado plasticard e materiais diversos, alterações significativas também tiveram de ser implementadas na parte traseira do veículo. Empregamos decais confeccionados pela Eletric Products presentes no set Exercito Brasileiro.

O esquema de cores  ( FS ) descrito abaixo representa o padrão de pintura do Exército Brasileiro adotado para este modelos, sendo as marcações representando a padronização implementada a partir do ano de 1983. 




Bibliografia :

Blndados no Brasil - Volume 01 , Expedito Carlos Stephani Bastos
Mísseis no Exército Brasileiro - www.ecsbdefesa.com.br/defesa/fts/MEB.pdf
Marder IFV - Wikipedia - https://en.wikipedia.org/wiki/Marder_(IFV)
Roland ( Missile ) Wikipedia - https://en.wikipedia.org/wiki/Roland_(missile)