P-40 N os derradeiros Warhawks na FAB


História e Desenvolvimento :

A linha evolutiva da família P-40, esteve efervescente nos primeiros anos da década de 1940, buscando sempre diminuir o abismo de desempenho existente entre o projeto original e seus principais adversários alemães e japoneses, a versão “Kilo” que esteve em produção a partir de 1942 ,apresentou significativa melhorias em termos de desempenho, porém ao se manter a fuselagem curta original do modelo “Eco” o modelo apresentou problemas de estabilidade, que tornaram sua operação em combate mais complexa. 

Buscando resolver esta anomalia no projeto, no verão de 1943 a Curtiss apresentava seu novo modelo P-40N (designação da empresa Modelo 87V, 87W ), sendo dotado com uma fuselagem maior a fim de sanar os problemas de estabilidades, este modelo contemplava ainda a adoção de radiadores e resfriadores em alumínio e outras alterações de projeto que obtiveram uma sensível redução do peso da aeronave , proporcionando assim uma melhora na velocidade final, se tornando a versão mais rápida desta família de caças. O modelo P-40N-5CU introduziu uma nova carlinga sem moldura no intuito de melhorar a visibilidade do piloto no ângulo traseiro, sendo esta alteração mantida em todas as sub versões subsequentes da aeronave, outro fato interessante foi seu aumento na capacidade de transporte de carga útil, passando de 485kg nas versões anteriores, para 680 kg neste modelo.

Apesar da adoção pelos aliados  de aeronaves mais modernas e com melhor desempenho , a Curtiss produziu ainda 5.220 células que atuaram em todos os fronts de batalha, se mantendo ainda em operação por muitos anos em países aliados dos Estados Unidos no período do pós guerra.

Emprego no Brasil  :

Entre os meses de setembro de 1944 e março de 1945, a Força Aérea Brasileira viria a receber seus últimos Warhawks pertencendo estes lotes a requisição Leand Lease B-85-A4 , sendo compostos por  20 células do modelo P-40N-35 e 21 células do modelo P-40N-40. Estas novas versões representavam o ápice da família de caças da Curtiss, que contavam com um novo motor de 1.200 hp, ailerons com um novo revestimento de alumínio, rádio de última geração e controle automático da hélice. Tais diferenciais de projeto desta versão proporcionavam melhores resultados em alcance, teto operacional e razão de subida.

O recebimento destas novas aeronaves aconteceu juntamente com a decisão de se concentrar todas as células de P-40, na base aérea de Canoas, dotando assim o 3º e 4º Grupos de Aviação de Caça, em 1947 um processo de reorganização da força deu origem ao 1º/14º Grupo de Aviação, batizado de como Esquadrão Pampa, unidade esta que seria a  última operadora do modelo no Brasil.

Durante toda sua carreira os P-40N operaram em missões de combate, treinamento e formação de pilotos de caça. Em 1949 um acidente com o FAB "4094" causado por fadiga na longarina da asa determinaria o cancelamento de todos os voos operacionais com a frota de P-40´s, rapidamente todos foram remetidos ao PAMA-SP para revisão e inclusão de reforços estruturais. Após os reparos os voos foram retomados em 1951 e continuaram até 09 de maio de 1954, quando mais uma vez, foram detectadas falhas estruturais em um grave acidente com o P-40K FAB "4035", deferindo assim este evento o encerramento da carreira operacional de todos os modelos remanescentes ainda em operação no Brasil. Porém uma única célula ainda receberia uma sobrevida, ao ser alocado na Escola de Oficiais Especialistas e de Infantaria de Guarda ( EOEIG ) para emprego em missões de instrução em solo onde permaneceu até 1958.

Em Escala  :

Para representarmos o P-40N "FAB 4062" empregamos o modelo da Italeri na escala 1/48, kit este de fácil montagem que apresenta entre seu set de decais, a versão brasileira, porém alguns decais estão superdimensionados, o que levou a utilização dos decais FCM presentes no set 48/23.

O esquema de cores ( FS ) descrito abaixo representa o padrão de pintura  empregado em todas as células do P-40N após sofrerem as primeiras revisões completas de parque em 1945, quando não só esta versão mas todas as demais ,passaram a ostentar o padrão final metálico de pintura.




Bibliografia :

- Curtiss P-40 Warfawk  - Wikipedia - http://en.wikipedia.org/wiki/curtiss_P-40_warhawk
- Historia da Força Aérea Brasileira , Prof Rudnei Dias Cunha - http://www.rudnei.cunha.nom.br/FAB/index.html
- Curtiss P-40 Um Caça Puro Sangue na FAB , Aparecido C.Alamino - Revista Asas Edição Nº 40
- P-40 Warhawk Variants - http://www.p40warhawk.com/Variants/Variants.htm
- Aviação Militar Brasileira 1916 / 1984 - Francisco C. Pereira Netto