Ford M-151A1/C Mutt no Brasil


Historia e Desenvolvimento :

Em 1951 a Ford, recebeu do comando automotiva  do Exercito Americano (U.S. Army's Ordnance Tank Automotive ), uma solicitação para o desenvolvimento de um novo veiculo de 1/4 Ton 4X4, com vias para substituir os modelos de jeeps M-38 e  M-38A1 que até então eram o sustentáculo das divisões motorizadas americanas.

Apesar de se basear no mesmo lay out  de seus antecessores , o conceito deste  projeto em termos de desing atendeu a uma nova abordagem, partindo  de uma banheira de aço , com a estrutura de aço também, fixada por parafusos , empregou-se um projeto semi monocoque, que integra os trilhos de caixa de quadros, tornando o mais leve, outra melhoria resultante foi desenvolvida na suspensão, através da eliminação dos eixos rígidos dianteiros e traseiros, lhe permitindo viagens em alta velocidade em terrenos acidentados.

A produção em série teve início em 1959, sendo dividida entre as montadoras , Ford, Kaiser e AM General Corp, o emprego em unidades militares demonstrou alguma tendência a instabilidade , podendo provocar acidentes, fato este que limitou profundamente a comercialização deste modelo no mercado civil, estas deficiências viriam a ser sanadas com a nova versão M-151A2 que apresentava um novo desenho de suspensão.

Seu primeiro emprego em combate foi durante a guerra armadas.do Vietnam , onde operou como verdadeiro cavalo de batalha das forças militares americanas , a produção total atingiu a cifra de 100.000 unidades, em seu pais de origem começou a ser substituído em meados da década de 1980 Humvee, atualmente mais de 100 nações ainda empregam o modelo em suas forças 

Emprego no Brasil :

A carreira deste modelo no Exército Brasileiro teve início no ano de 1965, quando 88  unidades das versões M-151 e M-718 ( ambulância ), foram cedidas pelos Estados Unidos , para o emprego junto as tropas brasileiras que iriam participar da intervenção militar na República Dominicana ( Operação Power Pack ) . As unidades foram recebidas na capital do pais caribenho, sendo utilizados pelas forças militares Inter Americanas de Paz , compostas pelo Brasil, Honduras, Nicarágua, Paraguai e Costa Rica.

Com o fim de intervenção em 21 de setembro de 1966, este veículos foram transportados ao Brasil, juntamente com os efetivos do exército, já em solo pátrio os M-151 e M-718 foram distribuídos a diversas unidades de infantaria motorizada . O bom desempenho do modelo superior aos modelos em uso ( grande parte deles oriundos do período da segunda guerra mundial ) , lhe conferiram lugar de destaque junto as unidades, o confiável canhão sem recuo  modelo M-40A1 de 106 mm, lhe proporcionava bom poder de fogo e agilidade em terrenos desfavoráveis , provando suas qualidades off road.


Em fins de sua carreira já da década de 1990 , as unidades remanescentes foram concentrados no 24º Batalhão de Infantaria Motorizado no Rio de Janeiro, apesar se mostrarem ainda confiáveis e com muitos anos de serviço pela frente, o exército encontrava dificuldade no cadeia de peças de reposição do modelo, optando assim pela desativação do mesmo no ano de 2004, sendo substituído por novos modelos Land Rover ou Agrale.

Em Escala:

Para representarmos o M-151A1C " EB-22-1430", fizemos uso do excelente kit da Academy, presente na escala 1/35 que nos brinda com um bom detalhamento do grupo motriz, o kit permite ainda montagem out of box ( direto da caixa ) para assim se representar a versão brasileira. Empregamos decais confeccionados pela Eletric Products presentes no Set Brasil 1944 / 1982.

O esquema  de cores  ( FS ) descrito abaixo representa o padrão de pintura empregado em todos  os veículos  M-151,   utilizados desde o recebimento, até o ano de 1982, quando todos os veículos do Exército Brasileiro  passaram a receber um novo padrão de cores, numeração e marcações.


Bibliografia : 
- M-151 Truck Utility - Wikipedia http://en.wikipedia.org/wiki/M151_Truck,_Utility,_l/4-Ton,_4%C3%974
- M-151 no Brasil - Arquivo Pessoal - Engenheiro Paulo Bastos 
- O Brasil e a Rep Dominicana  Bruno P . Vilella - http://www.uff.br/dcp/wp-content/uploads/2011/10/Disserta%C3%A7%C3%A3o-de-2007-Bruno-Pessoa-Villela.pdf