Engesa EE-11 Urutu


Historia e Desenvolvimento :

O conceito inicial do "Carro de Transporte de Tropas Anfíbio" foi desenvolvido pelos engenheiros do PqRMM/2 no inicio da década de 1970, esta iniciativa motivou a Engesa e o comando da Marinha Brasileira a iniciarem estudos para a criação veiculo anfíbio 6X6 sobre rodas. O protótipo inicial foi exaustivamente testado nos dois anos seguintes, sendo aprovado, gerando assim uma encomenda de seis unidades para o Corpo de Fuzileiros Navais, recebendo a designação EE-11 Urutu, dispunham de quatros snorkels que além de garantir o suprimento de ar aos tripulantes , davam vazão aos gases do escapamento, era dotado ainda com duas com hélices na traseira, para facilitar a manobrabilidade em rios e mares  . Logo em seguida o modelo recebeu seus primeiros pedidos de exportação com 40 unidades para a Líbia e 37 para o Chile.

Na Marinha, os blindados não tiveram o exito esperado, apresentando diversos problemas, que levaram os engenheiros da empresa a aplicar diversas modificações e correções no projeto original, e no ao de 1975 esta nova versão recebeu a aprovação do Exército Brasileiro sendo adquirido em sua configuração original,dotada com a excelente suspensão Engesa boomerang, contando com duas camadas de blindagem. A camada externa é feita de aço duro, enquanto que a armadura interna apresenta maior viscosidade. a disposição frontal do motor aumenta a proteção passiva para os ocupantes. A frente do casco fornece proteção contra munições do tipo armor-piercing, enquanto a proteção em geral é contra projéteis de armas leves, estilhaços de minas e fragmentos de artilharia, sendo ainda equipado com um sistema automático de supressão de fogo.

Além das versões adquiridas pelas forças armadas brasileiras, diversos outros prototipos foram desenvolvidos para comercialização no mercado internacional , entre eles veiculo anti aéreo ( com canhões e misseis ), comando, e veiculo de combate armado com uma torre alvis e canhão de 76 mm.

Considerado um dos principais produtos de exportação da industria bélica nacional, o Engesa EE-11 Urutu se manteve em produção entre os anos de 1973 e 1993 , sendo produzidos 888 unidade que foram exportados a países como Angola, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Gabão, Guiana, Iraque, Ira, Líbia, Paraguai, Arabia Saudita, Suriname, Tunísia, Emirados Árabes, Uruguai e Venezuela, onde ainda muitos veículos  se mantem em operação.

Emprego no Brasil :

Além do Corpo de Fuzileiros Navais , o Exército Brasileiro, começou a receber no ano de 1975, as primeiras unidades da versão M-2/S1, que visavam começar a substituir os modelos M-2/M3/M5 Half Track, ao contrario dos modelos empregados pelo CFN, a tração na água se dava apenas pela movimentação das seis rodas. Novamente o emprego operacional se mostrou insatisfatório, levando este primeiro lote a ser marinizado, recebendo hélices e lemes.

Novas versões  ( M2/M5/M6/M8. )  dotadas de diferentes motorizações e sistema de cambio e freios foram recebidos ao longo dos anos compondo 224 unidades ( sendo 06 veículos incorporados em 2006 ), todas as unidades foram  distribuídas aos Regimentos e Esquadrões de Calavaria Mecanizados , vale destacar o emprego destes veículos junto a missão MINUSTAH - HAITI, que desde 2004 mantém 20 veículos em regime de revezamento junto aos efetivos das forças de paz, compondo assim grande parte do corpo blindado na região.

A experiência neste cenário motivou a adoção de novas modificações e atualizações, tais como incremento de blindagem e adoção de torretas protetoras para o condutor e atirador, que passaram a ser incorporadas aos processos de modernizações realizados pelo Arsenal de Guerra de São Paulo, que além de atualizar os sistemas de comunicação e navegação , envolvem revisão completa e retifica dos sistemas motrizes. Este processo tem por objetivo extender a vida útil do  Urutu até o recebimento e incorporação dos novos veículos blindados nacionais Iveco Guarani.

Em Escala : 

Para representarmos o Engesa EE-11 Urutu " EB-12030", fizemos uso de um modelo em resina de fabricação artesanal na escala 1/35, aplicamos diversa correções em scratch e também incluímos detalhamentos oriundo de outros modelos desta escala. Decais da Decals e Books presentes no Set " Forças Armadas do Brasil

O esquema  de cores  ( FS ) descrito abaixo representa o  segundo padrão de pintura empregado em todos  os EE-11 Urutu do Exercito Brasileiro.




Bibliografia : 
- Blindados no Brasil - Um Longo e Arduo Aprendizado - Volume I , por Expedito Carlos Stephani Bastos
- Blindados no Brasil - Um Longo e Arduo Aprendizado - Volume II, por Expedito Carlos Stephani Bastos
- EE-11 Urutu  Wikipedia - http://pt.wikipedia.org/wiki/EE-11_Urutu