Carro Lagarta Anfíbio - Parte I

Em 1972 foi apresentado pela FMC Corporation a Marinha Americana o projeto de um novo veiculo anfíbio de assalto que recebeu a designação de LVTP-7, este modelo viria a substituir os veteranos LVTP-5 em uso desde a década anterior. Dotado de novos conceitos de concepção este novo veículo foi rapidamente aceito no Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos, gerando consequentes pedidos de novos lotes . Em 1982 a FMC foi contrata para realizar um modernização visando assim a extensão da vida útil dos veículos entregues na década anterior , este processo abrangeu diversos itens entre eles  a inclusão do motor diesel Cummins VT400  que substituiu o 8V53T GM, troca de transmissão, suspensão, adoção de tanques de combustível mais confiáveis, inclusão de novas opções de armamentos  entre outras mudanças, tal nível de aprimoramento praticamente gerou a necessidade de uma nova a denominação sendo classificado como  LVTP-7A1 . Atualmente o modelo é  operado por 13  nações e sua produção total em unidades atinge a cifra de 1803 veículos de diferentes versões e modelos.

Com o propósito de dotar o Corpo de Fuzileiros Navais com um  moderno vetor  anfíbio que permitisse o desembarque de tropas de forma rápida, com proteção blindada e razoável poder de fogo, foram adquiridos pela Marinha em 1986, 12 unidades usadas da primeira geração do LVTP-7A1 oriundos dos estoques americanos, sendo recebidos em  julho do mesmo ano. Após o recebimento foram conduzidos vários programas de treinamento visando a operação e manutenção dos novos veículos, concluída esta fase foi oficialmente criada a Companhia de Carros Lagarta Anfíbios. A incorporação dos CLAnfs constituiu um passo significativo na evolução da doutrina da guerra anfíbia na MB. O emprego dessas viaturas permitiu que fossem executados desembarques em trechos do litoral, até então impossíveis de se realizar com as ED. Os CLAnfs aumentaram o poder de choque e a impulsão das vagas de assalto, devido às velocidades desenvolvidas, tanto na água como no terreno e sob proteção blindada.

Extremamente versáteis os Clanfs (denominação aplicada aos LVTP-7A1) são empregados  em tarefas de transporte de pessoal podendo ser utilizado como viatura de apoio logístico, quando os meios alocados à tropa apoiada não forem adequados às tarefas atribuídas, em função do terreno a ser vencido, para isso, tem a capacidade de transporte máximo de 25 militares (incluídos os três componentes da guarnição) equipados para combate, ou 4.536 Kg de carga geral, preferencialmente paletizada. O Exito do empregono CFN deste primeiro lote motivou a aquisição de mais 14 unidades da segunda geração ( modelo AAVP-7A1 ) que foram recebidos em 1997, sendo seguido por novos lotes de veículos na versões de carro socorro e comando. Em fins de 2012 a Marinha do Brasl  anunciou a intenção de adquirir mais 26 unidades da nova versão  RAM/RS (Reliability, Availability and Maintainability/Rebuild to Standard), atualmente utilizado pelo United States Marine Corps (USMC), além de elevar a este padrão todos os veículos anteriores.

Para representarmos o LVP-7A1 do Corpo de Fuzileiros Navais , fizemos uso do simplista kit Academy na escala 1/35, sendo necessária a conversão principalmente do posicionamento dos faróis, pois o original do modelo representa a primeira versão de produção, sendo que  o conjunto ótico do modelo do CFN vem a parte neste kit, bastando apenas remover os originais trocando por estes .  Empregamos decais confeccionados pela  Eletric Produtcs presentes no  Set Fuzileiros Navais . 

Bibliografia :

Assault Amphibious Vehicle - Wikipedia -  http://en.wikipedia.org/wiki/Assault_Amphibious_Vehicle
- Fuzileiros Blindados Parte II - Operacional - http://www.operacional.pt/fuzileiros-blindados-ii/
- Tecnologia e Defesa - Mais Clanfs para a Marinha do Brasil - http://www.tecnodefesa.com.br/materia.php?materia=363