Sakuras e Bolhas na Marinha

No final da década de 1950, a Marinha do Brasil ( MB ) viria  concretizar uma antiga aspiração de seus oficiais hidrográficos, no ano de 1958 eram recebidos dois modernos navios hidrográficos sendo eles o H-21 Sirius e o H-22 Canopus, que possuíam ainda a capacidade de operar plenamente aeronaves de asas rotativas, assim desta maneira os mesmos foram recebidos portando duas células do Kawasaki Bell 47G ( versao japonesa do famoso Sioux que foi produzida sob licença neste pais ), na Marinha os mesmos receberiam o apelido de Sakura em homenagem a sua descendência japonesa.

A aquisição destes vetores representeou um marco na Marinha, visto que pela primeira vez ela operaria aeronaves a partir de navios de menor porte com plataforma orgânica, pois apesar de já operar normalmente em grandes vasos de combate como os cruzadores Tamandaré e Barroso, estes não dispunham de instalações próprias a operação , assim desta maneira podemos afirmar que esta  nova experiência a bordo dos navios hidrográficos iria ajudar a formar toda a doutrina de operação embarcada nos anos vindouros. Assim durante quase dez anos este vetor serviu aos interesses da Diretoria de Hidrografia e Navegação tendo contribuído positivamente em todo o processo de levantamento cartografico da costa brasileira e sua complexa hidrografia , sendo agraciado com louvar como membro da Ordem do Bode Verde.

O exito desta operação e a necessidade de formar uma estrutura própria de formação de pilotos de asas rotativas ( tendo em vista a animosidade com FAB neste período ) , desta maneira recorreu a aquisição de seis células usadas oriundas do estoque da US Navy ( Marinha Americana ), que foram recebidas em 1961 , sendo alocadas no Centro de Instrução e Adestramento Aeronaval ( CIAAN ), sendo empregados em missões de treinamento, ligação e emprego geral , e 27 de junho de 1962 as aeronaves foram então  transferidas para o recém criado 1º Esquadrão de Helicópteros de Instrução ( H1-1 ), onde foram empregados até o ano de 1968. Vale saliente que a ultima célula do Bel 47G foi desativada somente em 1977 sendo doada ao INCRA onde receberia a matricula civil PP-FAK seguindo ainda em operação por muitos anos, comprovando assim as qualidades operacionais desta pequena aeronave.

Para representarmos o Kawasaki / Bell 47G  IH-1 "MB 7007" fizemos uso do excelente kit da Italeri na escala 1/48, empregamos decais do fabricamente FCM presentes no set 48/11.



Bibliografia :
Revista Força Aérea " Apoiando o Bode Verde " - Luiciano Melo Ribeiro
Aviação Naval Brasileira , Prof Rudnei Dias Cunha -  http://www.rudnei.cunha.nom.br/Asas%20sobre%20os%20mares/index.html
Revista ASAS nº 64 " Bell 47 na Aviação Naval Brasileira  " - Aparecido Camazano Alamino